A trajetória da artista paulistana Soberana Ziza (Regina Elias) é moldada pela sua curiosidade e sua fome em desbravar. Integrando sua vivência nas ruas a seus estudos acadêmicos e vivências internacionais, Ziza consolidou um trabalho centrado na preservação da memória e no combate ao apagamento de histórias coletivas, especialmente de mulheres e minorias. Para ela, o fazer artístico exige responsabilidade social, defendendo que o criador deve assumir o papel de um artista-pesquisador que utiliza a arte como ferramenta de investigação para desvendar e recontar narrativas históricas esquecidas.
Como antídoto à superficialidade e à pressa contemporâneas, Ziza incentiva as novas gerações a “procurarem os seus próprios problemas”, mergulhando em investigações profundas para desenvolver produções autênticas. Ela alerta que a falta de uma identidade artística consistente reduz o criador a mera mão de obra barata para o mercado corporativo. Ao consolidar uma assinatura visual forte e priorizar a auto-validação em vez do engajamento digital, o artista conquista o respeito do mercado, o que permite realizar parcerias comerciais sem abrir mão de sua essência, de sua história e do controle de sua própria narrativa.
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