Telão na Paulista é a galeria mais vista da cidade

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Shopping Cidade SP celebra o mês da mulher com exposição de artistas no coração da metrópole 

Foi assim que o Shopping Cidade São Paulo decidiu celebrar o mês da Mulher: transformando seu telão voltado para a Avenida Paulista em uma galeria digital a céu aberto, a fim de dar lugar para que artistas pudessem se expressar. 

Entre 12 e 31 de março, milhares de pessoas que passam diariamente por um dos pontos mais movimentados do país irão se deparar com algo diferente no fluxo urbano: artes criadas por seis mulheres ocupando um dos espaços de mídia mais visíveis da cidade.

Sabendo do impacto que a arte tem, o Shopping nos convidou para somar a esta ação trazendo a curadoria das artistas. Junto ao nosso time de criativos, fizemos a adaptação das obras para o formato digital animado, pensando em uma criação que dialogasse com a dinâmica visual da rua.

Mais do que exibir imagens, o projeto mostra como a arte pode transformar um espaço publicitário em experiência cultural e, ainda, ser uma oportunidade para divulgar o trabalho de artistas para quem transita pela cidade.

Participam da ação as artistas Iannaccone, Fênix, Mari Pavanelli, Ilustra Lu, Katava Flores e AFolego, reunindo linguagens e narrativas que abordam identidade, representatividade e força.

Confira um pouco mais sobre as obras que cada uma selecionou

AFolego

A obra de Carolina Folego, conhecida como AFolego, apresenta uma figura feminina que surge por trás de uma folha de comigo-ninguém-pode, símbolo de proteção. O olhar direto da personagem cria uma conexão imediata com o público, enquanto sua aparição parcial sugere força, mistério e autonomia. Com cores vibrantes e linguagem inspirada na arte urbana contemporânea, a artista transforma o telão do Shopping Cidade São Paulo em um ponto de encontro entre natureza, presença feminina e paisagem urbana.

Iannaccone

O trabalho propõe que o mundo só faz sentido quando todas as vozes estão presentes, utilizando uma linguagem simples e lúdica para abordar temas profundos. A diversidade de personagens representa identidades, culturas e emoções convivendo em coletivo, celebrando diferenças e resistência.

A luta das mulheres também atravessa a narrativa, evidenciando a conquista contínua por direitos e igualdade. Assim, mesmo com estética leve, a obra reforça mensagens sobre representatividade, justiça, liberdade e a construção de um mundo mais inclusivo.

Fênix

A obra nasce do desejo de exaltar a ancestralidade, retratando uma mulher negra em um lugar de plenitude, beleza e dignidade. Sua presença afirma a potência da estética e da existência negra, criando um espaço de reconhecimento e pertencimento.

Ao ocupar essa centralidade, a imagem se torna um espelho que convida outras mulheres negras a se verem, se afirmarem e se conectarem com uma beleza ancestral que resiste, floresce e se expande.

Mari Pavanelli

“Sonho” nasce da ideia de um instante de introspecção que se desdobra em imaginação. A obra retrata uma mulher que sonha e habita um espaço livre, onde múltiplas possibilidades coexistem.

Nesse estado onírico, os beija-flores surgem como símbolos de amor-próprio. Assim como na dinâmica dos sonhos, a animação constrói um movimento contínuo de expansão e retorno, sugerindo que, mesmo diante de distanciamentos internos, esse sentimento permanece latente — encontrando sempre caminhos para retornar e se ampliar.

Ilustra Lu

A ilustração aborda o trabalho invisível historicamente atribuído às mulheres, evidenciando como suas lutas estão diretamente conectadas à reivindicação por melhores condições de trabalho e à redução das sobrecargas cotidianas. A obra também propõe uma reflexão sobre a urgência de uma divisão mais justa das tarefas domésticas e das responsabilidades de cuidado.

Nesse contexto, o descanso é apresentado como uma ferramenta revolucionária: uma mulher que não está exausta amplia sua capacidade de refletir sobre seus direitos, de cuidar de si e, a partir desse lugar de consciência e fortalecimento, de promover transformações no mundo.

Katava Flores

No cotidiano como muralista, a artista enfrenta o constante desafio de ocupar espaços, muitas vezes sendo confrontada por comentários que tentam deslegitimar seu trabalho pelo simples fato de ser mulher. Nesse contexto, sua própria presença se torna um ato de afirmação e resistência.

Em sua obra, figuras femininas ocupam integralmente o espaço, simbolizando a força que emerge do coletivo. Seu propósito é ampliar essa ocupação e, por meio de sua trajetória, abrir caminhos para que mais mulheres também possam estar e permanecer nesses lugares.

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